quarta-feira, 27 de julho de 2011

lembranças... just friends


Te vejo em um quarto escuro... Entre uma vela que morre e uma luz que insisti um sorri.
Pra sempre, Amy.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Paparazzo













Será que você precisa ver em outro ângulo para saber 
o significado de liberdade?

Percepção, atitude, mudanças.

 Não tem como negar, o tempo é um dos maiores modeladores do homem. Os prazeres antes simples, já ganham preço no mercado e papel de embrulho. Tem sempre aquela pequena concepção barata, mas tensa no agir, fazer  e pensar.: Eu não sou o meu carro/ Eu não sou meu cabelo/ Esse nome não sou eu/ Muito menos esse corpo. (só de passagem, Pitty).
Para bom entendedor, insinuo a capitalização e o avanço das novas* práticas culturais do consumo. Não pretendo entrar em um debate, a penas criar uma circunstancia dialética.  Insisto em acreditar numa escala evolutiva ,das atitudes e mudanças pessoais, de maneira positiva. O que fala de Priscila Novaes Leone?? Também conhecida como Pitty... Para entender isso, basta colocar uma leve atenção em suas roupas, expressões faciais, acessórios no corpo, visualizar o espaço e o estilo do corte do cabelo. 


PERCEPÇÃO:
CD Admirável Chip Novo (Deckdisc, 2003)



 




nota: sexualidade 37%



ATITUDE:
CD Anacrônico (Deckdisc, 2005)






 nota: sexualidade 76%

MUDANÇAS:
CD Chiaroscuro (Deckdis, 2009)

 










nota: sexualidade 95%



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Logo ali...




A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas 
coisas boas como se fosse a primeira vez.


Quem nunca copiou uma frase de “desconhecido” e colocou no status da vida? A autenticidade simplesmente voa: “Essa frase foi feita pra mim”. Chega até ser engraçado, como somos tolos. As circunstancias são as mesmas, as vivencias mudam com o tempo... mas alias o que sobra? Tento responder todos os dias minhas duvidas, preencher meus desejos, e tirar do peito aquela dor. Novamente, o que sobra? Bom, não sei.. e pretendo esquecer a cada segundo as virgulas. Chega um ponto que a face congela no tempo. Minha cor favorita não é mais o vermelho, e tingo minha existência de P&B.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

to be continue...



O bom de manter um dialoga “construtivo”, é que você acaba aprendendo um pouco do outro, e assimilando pra si os [afins]. Seria só isso? Claro que não.
As vezes me pergunto se me enquadrei a um sistema*, ou as pessoas pararam no tempo. Enquadramento no sentido dialético, já que a prática da leitura, direta ou indiretamente, acaba por impregnar na sua fala um novo vocabulário. Em uma cápsula externa, tem sempre aquele comentário furreca: ...quer se aparecer???. Bom, prefiro me abster de maiores comentários, pra não denegrir de forma simbólica esse ser... a qual recuso adjetivos.
Gosto sempre de dizer que a vida é uma comédia. As mesmas piadas, circunstâncias, e o velho palhaço: gordo, sem graça, distribuindo pirulito pop.
Tem sempre alguém pra tudo nessa vida! O sério: que não rir por nada desse mundo, mas corteja a morte como excentricidade. Seria uma exceção? Minha arrogância birra essa generalização.
O idiota: não existe circunstancia pra exalar seu odor. Ele quer impregnar em você, ser seu amigo, te ligar (sempre com a velha musiquinha – “tandan tan dan dan .... tan dan dan”)trocar confidencias, dividir o lanche (acredite, até a bolacha de água e sal), assiste “Vale a pena ver de novo” (e nas cenas “quente”, narrando: Meuu Deuuus! Ele vai matar ela agora! Olha ali, ooolha ali!... sai, sai ,sai.. ele está atrás de tiii.... [...]).
Tenho um mal horrível, que é mudar de assunto, e não terminar o outro. Mas me veio agora em mente uma música, Olhos verdes (Amado Batista)... tocada na minha infância triste, apenas com farofa de feijão e farinha na lata de manteiga suja... ahhhh! Minha infância! Aquilo sim, era vida. Barria grande, boca suja de farinha, sem preocupações. Só no Digmon, Power Ranger, Pokemon, Invasor Zim... todo preguento, de sair correndo que nem doido no meio do “sol quente”. E minha mãe gritando: filho da peste sai desse sol. Amo mamãe, sempre me enche de palavras positivas. 


[...]


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Diálogo com a História - Natalie Zemon Davis, em o "Retorno de Martin Guerre"

                      Pensar historia desde a revolução dos Annales, se tornou um desafio. Tanto no que diz respeito ao oficio do historiador, a manipulação do conhecimento e, o fazer “conhecer” durante o século XX. Em uma época de crises, com a “estética” dita positivista, o enlace de novas abordagens metodológicas e epistemológica, abre um leque restaurador na produção historiográfica sobre o espectro negro do marxismo.
       Era preciso inicialmente demarcar seu domínio, criando um núcleo central de ideias. Esse que de maneira categórica se ligaria a vigas, delimitada as fontes, onde assim, seria possível mapear o funcionalismo e a dimensão desse “organismo”. O que se propõe é analise do objeto histórico, onde o sujeito que define seus limites passe de uma analise quantitativa, a uma abordagem qualitativa.
       Hoje, praticamente “tudo” vira conhecimento e reprodução historiográfica. E há de se imaginar a terna correspondência da “crise existencial” da história, ao criar em si uma visão escatológica. Ficam sempre abertos locos. E por que de tudo isso? Nada mais excitante que o dinamismo, e o perfil do historiador em querer fazer o “caos” nas bases que legitimam sua cientificidade. Apesar das ironias, as relações são bem mais complexas.
       A renovação das abordagens, mais do que o enquadramento do “existencialismo”, capta o dinamismo dessa “artéria” criando novas formas de contar historia, em uma nova vertente criadas na geração dos annales: a história das mentalidades. Com o advento da NHC, a literatura passa a integrar como corpus documental consultada pelos historiadores. Além de conseguimos abstrair uma ótica na analise factual, a literatura vira produção historiográfica. Não no sentido de criar obras com caráter meramente ilustrativo e ficcional. Mas em bases solidas cientificas, arraigadas em pesquisas e um forte empiria por parte do historiador em perpassar seu enfoque de analise a um agente marginal.
       Pensar literatura como objeto explicativo da historia tem sua valia, ao analisarmos as margens, o particular, os sujeitos silenciados pela historia em uma micro abordagem. Tomamos como exemplo a obra de Natalie Zemon Davis, “O retorno de Matin Guerre”. Obra escrita na década de 1980, é expressão clara dessa nova vertente. A obra permear nas turbulências das décadas de 1970 e 1980, com um céptismo  por parte de alguns historiadores, como H. White,  na “volta da narrativa”. White considera todo e qualquer tipo de produção historiografia que assuma forma de narrativa será categoricamente uma construção ficcional.
       A obra de Natalie é rica de detalhes, e o que se pode tirar de maneira previa, é uma discursão sobre um caso de impostura. Além de um questionamento de formação de identidades, na correlação dos costumes da população campesina de Languedoc a Ortigad, a formação de um imaginário sociocultural, crenças, mitos e etc. Sua obra pode ser simplificada na perspectiva de uma nota introdutória pela autora: “ (...) O que mais ofereço ao leitor, é em parte, uma inversão minha, mas um invenção construída pela atenção escuta das vozes do passado”. (DAVIS, 1987, p. 21)
        Fica claro seu objeto de analise, ao construir uma narrativa, não meramente ficcional, mas com um caráter legitimo de cientificidade. Em nota, essa complexidade se dar de maneira expositiva, com o cruzamento de fontes e a interlocução de documentos dos juízes do caso, Jean de Coras e Guilaume Le Seur. Seu embasamento teórico não se limita apenas os escritos dos juristas, que em voga, “combinando as características do texto jurídico e do texto literário, a obra de Coras sobre o caso de Martin Guerre pode nos introduzir no mundo secreto dos sentimentos e aspirações camponeses”. (DAVIS, 1987, p.20)
       O que torna o diferencial em uma obra histórica, com um caráter literário, é de como a narrativa vai se proceder. Fica evidente no decorrer do texto o levantamento “hipotético”, com seus “talvez”, “creio”... para chegar a uma ideia conclusiva. É nessas incertezas, emblemando o  “pecadinho” da analise factual literário, esteja a descrença por parte de uma historiografia tradicional.
[...] Talvez devido as eternas ameaças de guerra que pesavam sobre a região: o país basco e Navarra há muitos anos eram um pomo de discórdia entre França e a Espanha, e essa zona de fronteira sofria os conflitos que opunham Francisco I ao imperador Carlos V.
(...) Creio que as pessoas de Artigat têm uma visão mais correta das coisas. A questão não é saber se, com mais prudência, Arnaud du Tih poderia dar alguns retoques ao seu papel. (DAVIS, 1987, p.79)

Mas não podemos nos abster de um pensamento negacionista das fontes, por parte do trabalho fatigante do autor, enquanto as brechas explicativas sobre essa complexidade são tidas como uma resolução “quase” objetiva. 

(...) O réu parece ter conduzido sozinho sua defesa, sem recorrer a conselhos de um jurista. (DAVIS, 1987, p.91)
(...) Se é correta minha hipótese de que “Martin Guerre” nutri uma razão para pensar que ele era pessoa digna de fé. (DAVIS, 1987, p. 124)

                   Ao reduzir o campo de analise do macro para o micro, o pesquisador margeia seu estudo em um caso especifico a fim de consegui uma representação mais profunda e generalista. Podemos subjetivar a produção de Natalie quando se cria “conectivos”, e fazer uma associação dialética entre o autor/ leitor. Sendo assim, circunscreve a possibilidade interpretativa do fato, torna a essência prima da leitura, ao interlocutor poder “agir” e mover seu pensamento nas linhas temporais dos advérbios. Criando suas próprias conclusões, ou acreditando no discurso persuasivo do autor.
                   Não podemos considerara a Historia como uma caixa perfeita, cheia de formas e detalhes centrados em um único objeto. Pelo contrario, vamos sempre nos deparar com suas fissuras, os arranhões, uma intensa maleabilidade que ao mesmo tempo em que cria seu desenho, se decodifica em contradições. E o sujeito encapsulado nessa logística nada mais é que as fontes.
                   Não nos podemos deixa enganador pelos preconceitos “solidificados” a uma estética que considere as produções históricas “um sonar perfeito”. A própria Historia pode ser considerada um jogo de peças, onde o fundamentalismo teórico, de quem “fala”, ao mesmo tempo em que cria, vai distorce a “verdade” a partir de uma narrativa.        São questões que não se limitam apenas ao gênero literário. Se pensarmos um pouco, até a própria estrutura do conhecimento histórico é uma ficção, calcada na leitura que um pesquisador, que ora e meia vincula seus princípios pessoais na construção do passado.
                   A imprecisa documentação do século XVI, usada por Davis em “O retorno de Martin Guerre”, nos dar luz a uma desconstrução do imaginário que limita concepções, ao mesmo tempo em que asfixiava toda uma conjuntura de uma população campesina, “sobreposta” uma estrutura que redefini suas impressões a seres alienados e uno. Para entender a obra, nada mais que um questionário singular: quais seriam as provas e possibilidades construídas na presença do historiador? Como se dar o discurso sobre o que aconteceu? (bastante marcado pelo lugar do sujeito que fala – homem/ autoridade). Partindo desses pressuposto, o deleite maior se dar em conhecer um clássico, “uma estória contada, ao longo dos séculos, em livros sobre impostores famosos e causes célèbre, e ainda lembrada na aldeia de Artigada, nos Pirineus.” (DAVIS, 1987, p. 9)

*trabalho de História Moderna
THIAGO VENICIUS DE SOUSA
GRADUANDO BACHARELADO EM HISTÓRIA - UFPI



REFERÊNCIA
DAVIS, Natalie Zemon.  O retorno de Martin Guerre - Rio de Janeiro; Paz e Terra, 1987.


Resenha: Razão e Ordem médica


 A RACIONALIDADE CIENTÍFICA MODERNA

                   Embora o período que se estende da segunda metade do século XVIII a totalidade do século XIX seja prioritário para este estudo, é preciso salientar que o que se denomina aqui de racionalidade cientifica moderna é contemporânea, em sua constituição, do Renascimento na sua fase avançada, isto é, do século XVI. Além disso, como processo histórico de decifração, explicação e transformação da realidade, principalmente daquilo que se chama de Natureza, esta racionalidade ainda hoje se constrói desdobrando-se sempre mais complexas, por um lado, e mais avançadas, de “ponta”, por outro.
                   De fato, o período compreendido pelo século XVI até o XVII, que pensadores e analistas sociais de ciência chamam de período de “revolução cientifica” se enraíza nessa grande época de ruptura de visão e organização de mundo expresso no Renascimento, que se propaga desde o inicio do século XVI na Italia, com a literatura (Dante, Petrarca, Bocacio), até o século XVI, nas artes plásticas, na musica, nas ciências, na tecnologia, na cosmologia, na filosofia.
                   O renascimento é, ao mesmo tempo uma época de modificação de costumes e de ideias, e uma serie de momentos inaugurais na criação artística, filosófica, cientifica e tecnológica, que tem uma ressonância progressiva, a partir de centros urbanos de irradiação, para todo o mundo conhecido (O “Velho Mundo”). Essa ressonância produz uma serie de mudanças profundas no comportamento politico, econômico e cultural da Europa, cujos efeitos de mutação se fizeram sentir ate o século XVIII, apesar das reações politico-religiosas de conservação, de repressão, tão bem ilustradas pelos tribunais religiosos etc., presentes em todo o período, e descritas pelos historiadores.
                   Emerge neste momento na historia, em diversos campos da atividade social, a representação do individuo como força criativa independente, como sujeito de mudança, pessoal e social. Nada mais compreensível que linguagens e teorias, como praticas sociais, estivessem, em totós os domínios, fortemente impregnados de um antropocentrismo humanista. O antropocentrismo renascentista é prático, conquistador, colonizador. Assinala uma cisão não apenas entre “ordem divina” e “ordem natural”. Separam-se Deus, homem e natureza. O homem é o herdeiro do espólio do “reino natural”, legado da Idade Média, e deve entrar na posse desse reino. Prometeu libertou-se, afinal.
                   Esta atitude antropocêntrica ativa que caracteriza o Renascimento, humanista por um lado , “naturalista”, por outro, é um primeiro rasgo da racionalidade moderna, um primeiro traço constitutivo discernível. Antropocentrismo que valorizam acima de tudo as iniciativas do gênero humano -  (individuais, coletivas) de conhecimento do mundo natural, com a finalidade de desvendá-lo. Trata-se de extrair, com aplicação, diligencia e presteza, os segredos deste mundo. É provável, neste sentido que certas imagens e metáforas ainda hoje aplicadas a natureza, tenham sua origem neste período, e correspondam a um conjunto de representações sociais sobre “mundo natural” e Natureza”.
                   A existência objetiva e independente da natureza face ao mundo humano é, desta forma, condição epistemológica e ontológica para que o homem possa conhece-la e moldá-la, para que coloque sobre o reino da natureza o selo de sua ordem. a ordem da Razão. Vale acentuar, nesse sentido, a extensa e profunda dessacralização da vida, ou do cosmo, considerado como totalidade, abrangendo da origem dos astros a ordem dos elementos, da matéria aos seus compostos “elementais”, que progressivamente se desenvolverá na idade moderna. Dessacralização que nos séculos XVII e XVIII atingirá a vida huamana, através da dissecação dos cadáveres, desdivinizando-se, assim, o corpo do homem, paulatinamente entregue a ordem da racionalidade médica.
                   Descobrir a ordem oculta da natureza não significa contemplar, para maior gloria de Deus e iluminação do espirito humano, uma criação estabelecida para eternidade. Significa, ao contrario, recriar continuamente, através da busca de evidencias empíricas e de significados racionais que se encaixam uns nos outros, uma ordem de sentidos ou conjuntos de ordens de sentidos, que se constroem como um quebra-cabeça. A busca sistemática de ordens de sentido fundamenta-se, com a formação da racionalidade moderna, num novo modo de produzir verdades, baseado não apenas na operação logica, no raciocínio que infere e deduz, mas também na inteligência como capacidade de intuir.
                   De atitude de julgamento pragmático e critica em reação ao saber constituído, e da construção artesanal de métodos na produção de novos saberes, nasce o experimentalismo, um dos traços constitutivos característicos de novo modo de produção de enunciados de verdades, o método cientifico moderno. Experimentalismo que é, ao mesmo tempo, exploratório, na medida em que busca explicações novas para coisas e eventos já clarificados e explicados pela antiga ordem do saber, mas cuja explicação é julgada insuficiente ou errônea, e na medida em que propõe novas ordens de significados para esses eventos e dados, experimentando novos modelos de observação, construindo engenhos e autômatos, elaborando linguagens, das quais afirma-se como a amis importante a matemática, linguagens capazes de expor eventos, de fazê-los falar a linguagem da razão.
                   A natureza desdivinizada é dissociada ao mesmo tempo do sagrado e do humano, é colocada na objetividade, uma objetividade material. Esta razão material é coisificada: torna-se objeto, e a razão torna-se sujeitos do conhecimento. A razão torna-se, assim, condição fundamental de apropriação do objeto pelo sujeito, de sua sujeição. Mas trata-se aqui de uma razão instrumentada pela observação repetida, repertoriada, tecnificada. Uma razão demiúrgica, construtora.
                   Certamente a época renascentista é irredutível a modernidade cientifica. Neste sentido, não se pode reduzir as representações sociais e as concepções de natureza, homem, razão e sujeito da época, as da totalidade da racionalidade cientifica moderna. O sensualismo presente na plastificidade da pintura, da escultura, da arquitetura; a busca sistemática da beleza como fim da existência; a valorização do homem como portador de verdades universais e amigo da Verdade (“filósofo”), a afirmação da superioridade ética de costumes hedonistas, na literatura, no teatro, na musica, impedem que se identifique a visão nacionalizadora do mundo que se esta estruturando nas ciências nascentes a totalidade da cultura renascentista.
                   A natureza é um átomo, corpúsculo, finitude incomensurável de elementos. Mas é também abstração material que pode ser expressa numa grande equação, pois é mensurável como macrocosmo. Tal é o desejo que anima as ciências naturais linguagem unificada a extrema diversidade das peças que compõem o grande engenho natural. Para Alencar esse apaixonado ideal de abstração, sempre recuso no tempo, para satisfazer essa grande vontade de conhecimento, um único caminho: o método cientifico. Na racionalidade moderna só há síntese epistemológica na linguagem da razão, no método cientifico.
                   A história da racionalidade moderna pode ser vista também como a história de uma paixão negada. A paixão do conhecimento científico como única forma legitima de produção da verdade cientifica como única forma legitima de produção de verdades sobre a natureza. A paixão pela “natureza-objeto”, paixão que se revela na busca persistente do desvelamento e da apropriação, iniciada da idade moderna com o Renascimento, e que encontra sua plena eclosão nas ciências naturais modernas. Essa natureza-objeto de conhecimento é criatura da Razão moderna.
                   Ela é fundamental condição de classificação e intervenção, de ordenação e de subjugação da vida. Da vida “elementar”, atômico, primeiramente; em seguida, da vida vegetal e animal; finalmente da vida humana enquanto humana, isto é, naquilo em que é irredutível a Natureza vista como Material.



 REFERÊNCIA:

LUIZ, Madel T. Natureza racional, social; razão médica e racionalidade científica moderna – Rio de Janeiro: Campus, 1988