É difícil se desprender de um passado. Não tão distante... Não tão próximo... Não mais em mim.
É difícil olhar teus olhos, e ver brotando no meu peito um ressentimento.
As lembranças boas se limitam, se perdem, ou simplesmente acabam... por obrigação.
Sua culpa! em uma única e simples sonora: “faz tanto tempo que eu nem me lembro”.
Criei uma alto-defesa, que julga minha personalidade e descreve minha estupidez: como já dizia o vento, o oposto do amor não é o ódio, e sim... A indiferença.Prazer! Não consigo ser mais uma pessoa “normal” ao seu lado.
[...]
Busquei um encontro a três: eu, a solidão, e o pensamento.
A solidão me disse o quão tolo segui na vida. Abriu-me os olhos pra uma realidade áspera, onde sonhar é difícil... e viver uma utopia, a dois, não vale muito a pena.
Pra que? – para sofrer. Por quem? – alguém que nunca mereceu um sorriso. Por quê? – um dia você amou.
Dialogando com o pensamento, notei que somos movidos por sonhos e descobertas... Sensações que nos instiga a seguir sempre em frente... A experimentar o novo.
Percebi que deixar de lado a inocência de uma criança não tem prazo de validade, onde a confiança/e ser verdadeiro é quase uma piada (até que se prove o contrario).
No momento em que me sondei, me vi no presente... Outra descoberta.
As magoas nos embrutece, e deixa a sensibilidade desfocada para um novo alguém. Mas isso não é tão forte quanto o desejo de encontrar novamente motivos. Não pra sorri. Mas para sentir no peito a correspondência de um desejo... Falsas “expectativas”?! Talvez. Mas já estar valendo a pena... estou pensando n’outro alguém. Você sabe...

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