terça-feira, 20 de setembro de 2011

CULTUR’ ASTECA: UMA FORMA VERBAL ENTRE AS LINHAS DO TEMPO



Pensar na cultura asteca é filtrar da imaginação cores que cintila um mundo, entre um campo minado de formas onde cada peça guarda seu curinga. Se maravilhar e perder a locação verbal, em prolixidades de Ernan Cortez, colocaria em pontos o desenho social de um povo dito bárbaro, aos olhos do colonizador. Uma dicotomia histórica, ao menos na disparidade final: civilizar. O que surpreenderia? Uma cultura bárbara que forma as representações da vida em uma lógica do cosmo.
Ritos e magia criam o mistério que dinamizam aspectos antropológicos, criam estamentos entre sexos e, diferenças entre classes que dominam e são dominadas. Mais do que símbolos verbais, as colocações dessa cifra se consome em linhas pragmáticas. Na defesa de uma cultura que se organiza na força de um homem, que impõe sua lei na figura de um Deus.
A tecnologia sempre esteve presente em nossas vidas. Conjugando no pretérito, um caso particular pode se associar na bestialidade dos espanhóis com o império Asteca. Torres, fortificações, a Nova Espanha! A designação não viria à toa, se não fosse uma as similaridades com o contingente populacional sistematicamente organizado entre grupos e funções, além de uma rede de comercio ativo entre mercadores regionais. A topografia formava o fascínio em face montanhas e quedas d’água, ao som do medo, tendo labirintos em uma região de terra íngreme e cheia de desfiladeiros.
Centralizar o poder é uma forma de coesão. Escolhidos as armas, a dinâmica social ganha sentido na mítica da guerra. Consumando um ideal maniqueísta, a própria representação e veneração dos seus ídolos coagem no símbolo do sangue. Em adicional, o culto aos seus ídolos sempre ocorriam em locais altos, em uma forma de manter um dialogo direto com a divindade.
Contudo, as marcas se fixam ao formarmos um círculo, colocando na extremidade a pluralidade asteca e no seu centro um soberano. A estabilidade em uma voz, que timbra diferentes tons, cessa uma ordem com sua morte. Formulando o caos, eis que surge uma visão escatológica da história. 

*trabalho de His. América Latina
THIAGO VENICIUS DE SOUSA
GRADUANDO BACHARELADO EM HISTÓRIA - UFPI
REFERÊNCIA: 2º Carta ao Rei da Espanha, de Hernán Cortez

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